terça-feira, 25 de maio de 2010
Memórias
Um dia estaremos sozinhos. Uma hora qualquer. Talvez seja como um senhor, que perdeu os parentes e não fez família; talvez seja como um jovem, na calada da noite, que se vê pensando; ou em qualquer outra pessoa, em qualquer idade, em qualquer lugar. Uma hora estamos sozinhos e tudo que temos para nos lembrar do que somos e o que fizemos são as memórias de nossa vida.
Alguns optam por guardar o que houve de pior, acreditando que aprendem através do que sofreram. Essas pessoas se blindam de seus erros, fogem dos seus perigos, evitam suas confusões. Dor assusta. Ninguém quer viver com a dor. Mas se apegar ao que há de mau e amargo no que passou não torna nossa solidão mais fácil. Pelo contrário, faz com que tenhamos mais medo dela do que deveríamos, só que é inevitável. Uma hora estamos sozinhos.
Outras pessoas decidem lembrar só do que foi bom, acreditando que não vale a pena relembrar as complicações de uma vida tão cheia de dificuldades. Essas pessoas enfrentam as coisas de peito aberto, por vezes tomando chicotadas e encarando as decepções como um navio que avança em mar revolto. Elas balançam e tentam não virar. Aprendem a lidar com isso, por mais difícil que seja, porque vêem no que houve de bom uma luz para as horas de escuridão.
Vale a pena? É uma troca justa se deixar ser frágil, se oferecer tão escandalosamente em um mundo tão cheio de decepções, dores e dúvidas? Essa é uma resposta que cada pessoa busca sozinha, tão sozinha quanto fica em uma madrugada qualquer, sem motivo aparente. Eu fiz a minha escolha. Vivo com as minhas surras e sofro com a minha inocência. Mas eu fiz a minha escolha. Eu escolho acreditar e lembrar do bom e do melhor. Eu me recuso a deixar que o tempo manche as minhas memórias. Eu as quero aqui, intactas, quando precisar.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Caminhar
domingo, 25 de abril de 2010
O manifesto do herói anônimo
Quem diria que algum dia um post seria escrito por mim no meio de um aeroporto. E quem diria também que no meio de tanta gente, em um lugar tão aleatório como um portão de embarque, fico pensando nas mesmas coisas que ando matutando há tantos dias, sozinho ou não.
A vida não é nenhum conto de fadas, não é um filme. Essa coisa de que “no fim tudo dá certo” é mais um daqueles contos da vóvó, historinha de criança. O mundo é uma grande e caótica bagunça. Entender gente é muito difícil. Aliás, se fosse difícil ficava fácil. Entender gente é quase impossível!
Não vou nem entrar nos méritos de desvendar pensamentos, de tentar ler as pessoas como livros. Isso é absurdo. Ninguém faz tais coisas. Se fizesse, acredite, não escreveria um livro contando como, nem ganharia sua vida fazendo analyses em pacientes chatos e tão repetitivos. Se eu pudesse fazer isso, usava meu dom, conseguia o que queria, juntava minhas tralhas e ia morar em algum canto do mundo que me apetecesse mais.
Quero escrever sobre aquilo que se fala ou não, da fina linha entre o que vale a pena falar e fazer em busca de algo. Fazemos tantas coisas que nunca contamos a ninguém, tantos sacrifícios anônimos… à troco de quê? Ninguém ouve seu choro de noite enquanto você pensa no que deixou de fazer por estar pensando em um”bem maior”. Bem de quem? Não o seu, que sofre pela escolhe, nem do beneficiado, que jamais vai ouvir uma palavra de seu honrado e silencioso herói.
E quando a corda chega no limite, o que acontece? Você desiste? Você abre a boca? Você fala tudo? Você é capaz de ser honesto consigo mesmo? Consegue entender a insignificância que todo esse seu sacrifício hérculeo pode ter para outra pessoa? Fazemos as escolhas mais difíceis e (na maioria das vezes) não recebemos crédito algum. E aí, você vai falar o que fez? Vai “jogar na cara” de alguém o quão sofrido e difícil tudo têm sido? Vai pedir arrego e jogar seu orgulho para o alto?
Esse é o mal do mundo. Queremos saber e fazer tudo. Achamos que tudo é possível. Acreditamos que suor, dedicação e vontade constrõem tudo. Essa fábula suja, criada por todos para nos proteger de fracassos que podemos classificar como “momentâneos”, já que “no fim, tudo dá certo”. Esquecemos que, às vezes, simplesmente não somos o suficiente. Existem quase 7 bilhões de pessoas no mundo. É gente demais querendo as mesmas coisas, buscando os mesmos objetivos, e o melhor triunfa. Surpresa: sua chance de ser o melhor em algo é de 1 em quase 7 bilhões.
E assim chegamos ao segredo da vida; nos conformar com o que temos e o que somos. Temos que buscar aconchego no fato de termos tentado o nosso máximo, termos obedecido nossos limites. Fracassos existem e sempre existirão. Não podemos ser todos vencedores; de fato, poucos são os que terminam sua vida totalmente felizes. Destes, uma parte é ignorante o suficiente para seu próprio bem, e a outra pequena parcela é composta pelos que realmente tinham um sonho e chegaram lá.
Voltando ao ponto inicial, fica a pergunta que todos deveríamos nos fazer pelas manhãs: será que estamos fazendo o suficiente? Tem gente que faz o bem buscando receber o bem, e jura não querer nada em troca disso. E se não há julgamento? E se não há punição? E se, no fim, tudo se trata de salvar sua própria pele e fazer o melhor por você. Será que alguém vai mesmo fazer por você o que você fez por essa pessoa? Ao menos tenha a certeza de estar fazendo o suficiente por VOCÊ.
Foi um texto de muitas voltas, mas de muitas verdades. Mudei muito de assunto, mas acho que no fim tudo faz parte do mesmo vazio que é a frustração de se enganar. A frustração de se ver traído pelas próprias convicções. A frustração de se frustar com o mundo só por ele ser o mundo. Admito que estou em um momento de baixa, mas "life’s no playground, kid". E, apesar de tudo, “amanhã há de ser outro dia”.
domingo, 28 de março de 2010
Apresentação
Meu nome é Rafael, tenho 22 anos e estou concluindo a faculdade de Jornalismo. Tenho um grande apreço pela leitura e pela escrita, mas devo confessar que minha inclinação está totalmente voltada para a imagem. O movimento em si. Gosto muito de trabalhar com audiovisual e com informática. Portanto, acabo por te-los como dois passatempos muito importantes.
Eu já devia ter começado a escrever aqui tem algum tempinho. Mas uma das coisas que adquiri com a chegada, ou pelo menos com a próximidade, dos meus 20 anos foi a grande falta de organização com meu tempo. Alias, ao ler o último post do Caio tudo que veio a minha cabeça foram divagações sobre tempo e espaço. Embora eu me ache uma pessoa organizada, de certo modo (cada um organiza sua bagunça como acha melhor), tenho uma ferrenha dificuldade em organizar meu tempo e minhas atividades. Os que me conhecem poderão perceber quantas vezes costumo marcar compromissos com quase o mesmo o horário e quantas vezes me atraso para todos =D
Acredito que esta dificuldade esteja um pouco inserida na capacidade que o jovem, principalmente entre seus 18 e 20 e poucos anos, tem de querer abraçar o mundo. Fazer tudo em menor tempo possível. Como se tudo fosse se esgotar em pouco tempo. E não há tempo a perder, num é mesmo? Não é bem assim. A paciência deve começar a surgir, e com o tempo tudo vai se ajeitando. Talvez seja isso que o Caio tenha chamado de ser Homem, criar maturidade para a viver...Talvez seja realmente aos 30 que isso aconteça.
Bom..caros leitores, vocês terão de mim todo e qualquer tipo de informação que venha a ser relevante. Nem que seja trabalhoso um processo de pesquisa. Mas que sirva para sanar curiosidades de quaisquer campo ou solucionar dúvidas pertinentes do dia-a-dia. Ocasionalmente, também relatarei um pouco da noite carioca, pois que meus colegas não são muito frequentadores das casas noturnas aqui do Rio.
E que começem os trabalhos...
Sejam bem vindos e voltem sempre!
*Post criado originalmente no dia 12 de março, publicado com atraso devido a diversas burocracias e restrições pessoais.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Não tão Highlander
Com razão pais, avós e tios vivem dizendo que os jovens se acham imortais. É claro que sim! Somos mais rápidos, mais fortes, mais sagazes, mais saudáveis e, importantíssimo, mais inconsequentes que vocês. Aguentem!
Entre mortos e feridos, a maioria de nós acaba só com uma ou duas cicatrizes e muita história para contar. Outros não... Mas é assim que a vida é, e deve sempre ser. Arriscando mais ou menos, é a fase que se testa os limites, busca-se afirmação, experimenta-se o mundo. E o tempo acaba passando para todos.
Mas e agora? Aos 20 e poucos, a fase de infinitos "continues" já se foi e a gente toma alguns sustos. Alguns já foram assaltados, outros bateram de carro, tantos mais acabam com alguma doença que os coloca para pensar. E sim, seus pais tinham razão, você achava que não podia morrer e, na verdade, pode. Aguentem!
Putz, o post está caindo para um lado mais depressivo, mas não, não é o que eu quero. Fazendo juz ao nome do blog, a idéia é só mostrar com algumas coisas mudam tanto e tão rápido quando não se é mais jovem, mas - honestamente - ainda não se é adulto também. Digam o que quiserem, o homem só vira homem aos 30. Alguns aos 40. Outros aos 50...
E aí? O que fazer? O mal das pessoas é achar que não dá para ser jovem e velho ao mesmo tempo. A grande maioria não consegue achar um meio termo entre os excessos da adolescência e a parcimônia exagerada da meia-idade. Come on, você não é nenhum garoto, mas também não está morto! Ainda não cheguei nesse ponto, mas deixo aqui registrado, para não esquecer: não morra antes do tempo, mas também não ache que não vai morrer nunca!
E quer saber, é isso mesmo que eu pretendo fazer.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher

Faça valer a pena
Meu nome é Caio Lemos, tenhos 22 anos, curso jornalismo e não tenho absolutamente nada de empolgante ou revolucionário para dizer agora. Aliás, dificilmente terei. Por que estou colaborando aqui então?
Bom, sem querer soar exageradamente velho ou presunçosamente experiente, acho que dos 18 aos 20 anos foi quando mais mudei minha cabeça. Hoje vejo as coisas de maneira bem diferente e, embora nem sempre aja como tal, me tenho como mais adulto do que um simples jovem. Bom, ruim, indiferente, cada um pense o que quiser, apenas estou expondo minha visão de mundo. Apesar disso, para a minha sorte, ainda não esqueci como é ter 15, 16 ou 17 anos (como todos nós, invariavelmente, esqueceremos). Pois bem, nada melhor do que manter esse meio termo registrado para as gerações posteriores.
Nesse tom de pré-saudosismo é que vou guiar esse primeiro post, deixando claro o que eu penso, hoje (aos 20 e poucos), do mundo. É uma regra simples e honesta: faça valer a pena. Não tenha isso como sinônimo de bebedeiras, farras, agitações sem fim e etc. Faça valer a pena. Beba, farreie, agite, mas também durma, jogue Playstation, admire um bom filme, seja nerd, ouça música... Ache o que isso significa para você, e aí use e abuse, sem dó.
Cansado dessa pieguice de apresentação me despeço. Vou ali na mesa de jantar, fazer valer a pena o lindo bife que minha mãe acabou de cozinhar.
domingo, 7 de março de 2010
Um dia que o PDFC vai querer esquecer ...
Acredito que todos ainda devem estar se perguntando.
Há uma semana, o time havia ganho o primeiro jogo do ano, contra praticamente os mesmo jogadores que jogaram hoje no Mistureba(dos 7 que hoje atuaram pelo Mistureba, 5 atuaram semana passada). Será que o time desaprendeu a jogar?
Como desculpa, pode-se falar que o time estava mais fraco que semana passada e que não tinhamos reservas, mas com quatro zagueiros em campo, era de se esperar que o minimo que o time iria fazer era se defender, mas nem isso conseguiu.
Com a defesa aberta e o ataque não produzindo quase nada, não deu outra. A pequena vantagem de três gols logo foi se acabando e chegou a hora em que eles viraram, e começaram a abrir vantagem. E nessa hora, não tinhamos mais gás para recuperar.
Aos poucos, os jogadores do PDFC começaram a demonstrar que haviam desistido. Um após o outro, pediam para sair. Com Amaral se desentendendo com o time, ele abandonou o jogo. Após isso, Jorge pediu para sair porque estava exausto, depois Anderson, depois Thiago, e mesmo os que permaneciam em campo, não esboçavam mais nenhuma reação.
E foi assim, uma demonstração de desorganização tática, que culminou na derrota de 14 x 11 para o Mistureba. Uma vergonha que o time espera que todos esqueçam, mas sabem que para isso precisam jogar tudo que podem no próximo jogo.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Apenas o início.
Damos inicio hoje a um blog criado por jovens antenados e criativos. Aqui queremos divulgar um pouco dos nossos pensamentos, ideias, pontos-de-vista, além de informação sobre tudo o que acontece pelo mundo.
Hoje começo eu, Souza Filho, com essa mensagem inicial, mas teremos outros colaboradores com boas cabeças, que ajudarão a deixar este blog muito interessante.
Vale lembrar que ninguém cresce sozinho, então todo comentário com o mínimo de seriedade será muito bem acatado, além de lido e respondido num tempo razoável.
E mais uma vez, sejam todos bem vindos.